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O desenvolvimento profissional no início de carreiras para estudantes universitários

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Artigo elaborado por Carla Sepúlveda

Cada vez mais somos responsáveis pelo desenvolvimento da nossa carreira profissional. Desde cedo somos confrontados com a dinâmica do 1º emprego e com tudo o que ela envolve. É por isso frequente, que na altura da universidade o fantasma da procura da colocação no mercado de trabalho comece a assombrar qualquer estudante.

Por este motivo, é imperativo iniciar o mais cedo possível a planificação e a estruturação da carreira profissional. 

Mas como desenvolver um plano de desenvolvimento de carreira se muitas vezes o estudante nem sabe o que realmente gosta ou pretende fazer no seu futuro profissional? Sim, porque o facto de ter feito a opção por uma determinada área de estudo não lhe garante o início de carreira na mesma área e muito menos a colocação imediata no mercado de trabalho.

Para início de reflexão é importante abordarmos a temática do autoconhecimento.

É imperativo, que qualquer pessoa, estudante ou não, se conheça a si mesmo. 

A compreensão profunda do EU permite descobrir quem somos, onde estamos e para onde queremos ir. Desenvolver o autoconhecimento permite, conhecer as nossas qualidades, fraquezas, capacidades, motivações, metas e até o propósito de vida. Estas revelações permitem-nos investir continuamente na melhoria das fraquezas e ultrapassar crenças limitantes aumentando o grau de satisfação permanente rumo à luta pelos nossos sonhos! 

Ora costuma dizer-se que se não soubermos quem somos, onde estamos e para onde queremos ir qualquer lugar serve. Se pensarmos bem não será bem assim… pois se assim acontecer a insatisfação será provavelmente uma constante e nada terá sabor.  

Então para traçar objetivos dever-se-á, primeiro que tudo, fazer uma boa reflexão sobre nós mesmos para permitir dar os primeiros passos no desenvolvimento do plano de desenvolvimento de carreira individual. Nunca antes foi tão importante ter domínio sobre nós próprios como atualmente. O autoconhecimento é, cada vez mais, fundamental para o equilíbrio entre a emoção e a reação. 

Após ter consciência do nosso verdadeiro EU e, partindo do princípio, que estamos no caminho consciente da nossa opção, há que aproveitar todas as oportunidades, ferramentas e pessoas que nos rodeiam no sentido de iniciar e traçar o percurso profissional.

Das ferramentas mais poderosas que podemos gratuitamente assimilar ao longo do nosso caminho e ter sempre ao nosso alcance, para os mais variados contextos, é sem dúvida a rede de contatos, também tradicionalmente conhecida como rede networking

Este talvez seja o segredo bem guardado, do êxito dos conhecidos empreendedores e mais carismáticas pessoas de sucesso que nos rodeiam.

Frequentemente ouvimos dizer “diz-me com quem andas dir-te-ei quem és!”. Se olharmos para o verdadeiro sentido deste ditado popular poderemos daqui retirar o melhor que ele tem: Se queres ser bom rodeia-te dos bons e de quem é melhor que tu! 

O meio académico é riquíssimo em contactos variados ao mais alto nível! Se olharmos ao redor e percebermos quem está a ministrar as aulas, quem é convidado para os workshops de trabalho, seminários e outras atividades, facilmente percebemos que são pessoas com alto desempenho profissional e conhecimento do mercado de trabalho e que procuram talento para aportar aos seus negócios e atividades profissionais. Ora aqui está um nicho importantíssimo de profissionais capazes de nos poder, num futuro próximo, oferecer a 1a oportunidade de integração num projeto profissional interessante. Mesmo que não seja tão imediato, nunca perder de vista as pessoas que dentro das áreas de maior interesse para nós se cruzaram connosco num qualquer contexto na academia.

Mas como estabelecer o contato pessoal? Podem estar a questionar-se….

É natural sentir receio e um pouco de acanhamento para abordar alguém a quem se reconhece elevado potencial. Contudo, se estivermos focados no nosso futuro profissional e se não estivermos presentes  apenas em corpo na atividade proposta, estou certa que naturalmente a aproximação acontecerá. Um conselho que posso deixar é investir num cartão de visita pessoal simples, uma vez que ainda não têm uma referência profissional propriamente dita, e que contenha o nome próprio e apelido, número de telefone e email e eventualmente a área de estudo. Nestas ocasiões o tempo é demasiado curto para se trocar mais que um cumprimento e se se munirem de um cartão de visita facilmente o poderão oferecer à pessoa que pretendem cumprimentar e conhecer e quem sabe mais tarde poderá por curiosidade até estabelecer  contacto connosco.

Como nada também cai do céu a não ser chuva….. durante todo o percurso de estudo é fundamental a participação na vida cívica quer na academia quer socialmente na zona de residência em que se está inserido. Pertencer a associações de estudantes, grupos de trabalho específicos dos cursos, organizando jornadas e outras atividades que aproximem a vida académica e profissional é fundamental para estreitar laços. Aceitar cargos de responsabilidade nestes contextos irá permitir o desenvolvimento de competências transversais que de outra forma só mais tarde, por força das circunstâncias, serão desenvolvidas. 

Por outro lado, a responsabilidade social deverá estar incutida em cada um de nós tornando-nos pessoal melhores e mais empáticas pois percebemos que o mundo é muito mais do que o que nos rodeia e as oportunidades, apesar de estarem ao nosso alcance, não são as mesmas para todos…

Não menos importante a realçar neste processo, são também as oportunidades de estágios e experiências durante o percurso académico que deverão, sempre que possível, agarrar-se. Destaco o Programa ERASMUS, por exemplo, que abre horizontes e a possibilidade de experiências únicas para o início da vida profissional. Mais que isso permitirá o desenvolvimento de competências diversas tais como a autonomia, a capacidade de adaptação a novas culturas e realidades sociais, trabalho em equipas multidisciplinares e interculturais, aprendizagem de uma nova língua estrangeira, competências de comunicação, entre outras… e fundamentalmente permitirá alargar a citada rede de contactos, desta feita a nível internacional.

À medida que vamos alicerçando o caminho profissional também vamos tomando consciência das competências que nos farão falta para nos tornarmos profissionais de Excelência. Neste contexto, paralelamente ao percurso académico há que aproveitar também as ações de formação específicas que estão ao alcance de todos e nem sempre são aproveitadas. Estas, permitirão conhecer e desenvolver competências em ferramentas específicas que marcarão a diferença no Curriculum Vitae e que poderão ser fator diferenciador e de desempate na hora em que o recrutador estiver indeciso na escolha do potencial candidato ao lugar que procura. É que normalmente só 1 é que ocupará a vaga! 

Neste contexto, não devemos esquecer que as ferramentas informáticas, as línguas estrangeiras e as formações na área de desenvolvimento pessoal como a Inteligência Emocional, a Gestão do tempo, a Programação Neurolinguística, entre outras que são cada vez mais apreciadas e necessárias ao dia-a-dia de qualquer profissional. Aquele que pretender marcar pela diferença deverá desenvolver o máximo de competências a nível do saber-fazer e do saber-ser e saber-estar.

Não menos importante é a leitura de livros variados e revistas de especialidades diversas, fora do contexto académico. Estes inputs permitirão o desenvolvimento da cultura geral e marcarão a diferença nos variados contextos sociais para todos aqueles que aspiram por um futuro diferenciador. Convençam-se que esta é uma ferramenta poderosa que fará a diferença numa futura entrevista de emprego pois qualquer empregador gosta de ter na sua equipa de trabalho pessoas cultas e informadas que saibam comentar, contextualizar e conversar sobre temas da atualidade nos mais variados contextos.

Já ouviste dizer que a zona de conforto é muito boa mas nada acontece lá? Pois é isso mesmo… 

Chega mais longe aquele que sai da sua zona de conforto e assume a autoria de suas conquistas, a partir de uma postura proativa e realizadora. Uma atitude positiva e proativa abre caminhos novos, permite a consciência do que realmente é importante, aprimora competências que já possui e descobre novas habilidades! 

Qualquer pessoa é capaz de desenvolver-se pessoal e profissionalmente e desenhar um plano de desenvolvimento profissional diferenciador de acordo com as suas aspirações rumo à concretização dos seus sonhos. Passo a passo, saboreando o caminho e cada conquista, vai permitir a satisfação contínua e o gosto pela procura de novos resultados.

A sorte dá muito trabalho e também cheira a suor!! 

Todos estes inputs pretendem incentivar o desenvolvimento da autonomia de cada um de forma a despertar o espírito empreendedor. Sim porque ser empreendedor não é só criar empresas! Cada vez mais é importante tomar iniciativas nos vários contextos e deixar uma marca pessoal com o máximo de contributos por onde passamos. 

Em jeito de resumo os profissionais do futuro são aqueles que reúnem um conjunto de competências transversais e habilidades pessoais que se vão destacar no seio das equipas de trabalho. Entre as principais destaco a Inteligência Emocional, Comunicação, Liderança, Ética, Empreendedorismo, Resiliência e Flexibilidade, Entusiasmo, Motivação e Gestão do Tempo.

Não esquecer que as empresas procuram pessoas audaciosas. Os profissionais inovadores são curiosos, receptivos, não têm medo de arriscar e errar e sabem trabalhar em equipa promovendo melhorias significativas no ambiente de trabalho.

Com a consciência que esta não é uma trajetória fácil desafio-vos a debruçarem-se sobre vocês próprios. Estou certa que com propósito, foco, empenho e determinação, é possível chegar longe! E lembrem-se que a nossa evolução depende muito mais das nossas próprias ações do que de fatores externos!

Carla Sepúlveda

Atual Vereadora da Educação, Inovação e

Coesão Social da Câmara Municipal de Braga

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